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Artistas participantes

Maria Luedy

Obra em papel · Salvador

Retrato de Maria Luedy
Foto : Flávia Cirne
Participação
Artista
Na feira
Obras à venda, com preço informado no local
Ateliê aberto
dia e horário a definir
Instagram
@marialuedy.art

Biografia

Maria Luedy é artista visual, designer, pesquisadora e curadora, com atuação em Salvador, Bahia. Doutora e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia, desenvolve uma poética que aproxima arte, design, natureza e saberes tradicionais. Fundadora da Ophicina do Papel, em 1993, explora o papel artesanal e as fibras naturais como matérias de criação e experimentação. Sua pesquisa com a piaçava estabelece diálogos com comunidades quilombolas e suas práticas, entrelaçando materialidade, memória e território. Sua produção reúne objetos, livros de artista, instalações e obras-vivências participativas, nas quais o fazer manual e a criação coletiva abrem espaços de encontro e transformação. Atua também na docência, em processos formativos e na curadoria de exposições.

Declaração do artista

Meu processo de criação começa em uma imersão interna. Sentimentos, sensações e elementos da matéria que me tocam vêm à superfície. A partir deles, começo a reconhecer um objeto, um tema, um caminho para a obra.

Em Feminino Plural, esse caminho passa pela reflexão sobre o feminino, o sagrado e a potência que habita o corpo. A série foi tingida com hibisco — não com sangue menstrual. Escolhi essa flor pela relação que estabeleço com sua força e sua delicadeza, e pela cor que ela revela na água: um tom que percebo como profundamente feminino.

A obra pergunta onde mora nosso poder e como podemos reconhecer os arquétipos do feminino: o acolhimento, o côncavo, a abertura para receber e a capacidade de seguir em fluxo. Para mim, essa potência não está em enfrentar tudo pela força, mas em encontrar modos de atravessar, contornar e continuar.

Falo do sagrado feminino como uma dimensão interna e sensível do corpo. Essa busca não apaga a importância das lutas feministas por igualdade e direitos. Ela nasce, porém, de uma inquietação: a de que, em meio às disputas culturais e políticas, talvez tenhamos deixado em segundo plano certas formas de escuta do corpo e de relação com a própria natureza. Quero trazer essa dimensão de volta à conversa, sem transformá-la em regra para todas as mulheres.

A água se torna memória e matéria de passagem: atravessa a ruptura, desloca a forma e devolve movimento à pele. Entre fios que se afastam e se reencontram, a matéria se recompõe sem apagar suas marcas. É nessa trama viva que a obra afirma a possibilidade de refazer-se — não como retorno ao que era, mas como transformação.

Ficha técnica

Trajetória

Formação

  • Doutorado em Artes Visuais, Universidade Federal da Bahia — em curso

Exposições individuais

  • No Café, 2025

Exposições coletivas e festivais

  • 477 — Aniversário da Cidade da Bahia, Museu da Misericórdia, Salvador

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