Maria Mariô
Pintura
- Participação
- Artista
- Na feira
- Obras à venda, com preço informado no local
- Ateliê aberto
- dia e horário a definir
- @mariamario.arte
Biografia
Maria Mariô (Salvador, 1997) é artista visual e se aventura por diversas linguagens, como graffiti, pintura e ilustração, em uma abordagem tropical, baiana e psicodélica. Para ela, a arte começa fora, passa por dentro e reverbera como existência e resistência, para alcançar e transformar o que há ao redor. Projetos selecionados incluem trabalhos para marcas como AWS, 99táxi, Esporte Clube Bahia, Embratur, Intimus e São Braz. Lançou sua primeira Graphic Novel “Azul” na coleção plano inclinado (publicação RV Cultura e Arte, 2023), participou da mostra coletiva “Amar Verbo Transitivo”, pela lei Aldir Blanc em 2020, que se tornou publicação impressa em 2024 com apoio do SEBRAE. Participou de exposições coletivas no Metrô Parque São Bento (SP) e Sesc Barra Mansa (RJ). Pinta murais pelo Brasil, realizou a pintura de sua segunda empena através do Edital de Museu de Arte de Rua- MAR (SP). Participou do Módulo #4 – Instalações Artísticas e Audiovisuais do Lab Criativo: Arte e Tecnologia no Museu, realizado pelo Pivô em parceria com o MAC Bahia; Integra o Coletivo MamíFERAS, com atuação em instalações, performances e processos coletivos de criação.
Declaração do artista
Atualmente a minha prática artística busca tensionar a relação entre o corpo e o ambiente, gesto e resistência, em um processo que se reconhece sistêmico, utilizando-se da pintura em articulação com diferentes suportes. Nessa linha, meu interesse artístico é fortemente motivado pelo ecofeminismo, que nos dizeres da pensadora ativista Vandana Shiva é uma cosmovisão que reconhece que os seres humanos são parte da natureza, não uma entidade separada dela. Assim, a natureza não é apenas representada, mas também age e produz efeitos, co-criando a realidade.
Tomo como referência, ainda, a dimensão do Antropoceno, como atual época geológica que coloca as atividades humanas como a principal força a moldar o clima no nosso planeta, entendo que o protagonismo desse poder destrutivo e comportamento violentamente extrativista se dá, principalmente, pela visão da vida humana que usa tudo como recurso disponível e domesticável para se auto saciar.
Nesse sentido, tenho pensado a arte como espaço de deslocamento desse corpo e seus hábitos para um contexto intimamente interativo, onde as figuras se confundem com seus ecossistemas, e se tornam partes de seres humanos e não-humanos inseridos em suas trocas contínuas pela sobrevivência através da ética da simbiose. Essa contranarrativa tem também o intuito de explorar a fluidez dos corpos, a quebra de paradigmas de gênero, de suas imposições sociais, e porque não, da noção de espécies, através da criação de personagens híbridos.
A explosão de cores nas obras é usada no intuito de gerar conexão, com texturas, padrões e estampas familiares a cultura popular Nordestina, além de referenciar a vastidão de tons encontrados na natureza, especificamente no bioma da Mata Atlântica.
Ficha técnica
Proteção, 2025, 20x20cm, acrílica sobra tela, (oitocentos )
Repouso, 2024, 17x22cm, acrílica sobre tela, (setecentos )
Cultiva-se, 2025, 40x50cm, acrílica sobre tela, (mil e quinhentos )